Fome emocional, já ouviu falar ou vive essa situação?

Confira as 5 dicas para lidar com esse comportamento.

As restrições exageradas na tentativa de emagrecer ou o estresse e as frustrações do dia a dia podem provocar um impulso incontrolável pela ingestão de comida – a chamada compulsão alimentar. As emoções costumam ser as principais causadoras desse distúrbio. “Sentimentos de angústia, tristeza, ansiedade ou euforia comumente desencadeiam esse processo.

Se não controlada, essa compulsão pode acabar com a dieta e ainda chegar a níveis mais graves. Para contornar as situações de fome emocional, confira as 5 dicas.

Identifique a causa, que pode ser as pressões do dia a dia

O excesso de demandas, expectativas e frustrações, sejam na área profissional, familiar, amorosa ou financeira, podem gerar a fome emocional.

Fique atento a situações como essas na sua rotina. É válido fazer um diário alimentar e sentimental. Anote como se sentia no momento que comeu demais, assim ficará mais fácil identificar de onde vem a compulsão. “Quando a pessoa consegue identificar o que está causando essa necessidade, ela se conscientiza da real causa de sua necessidade e pode aprender a controlar esse comportamento.

Descubra outras atividades prazeirosas.

A comida é a sua maior fonte de prazer? Está na hora de encontrar atividades que também trazem felicidade e satisfação. Ocupar o tempo livre vai ajudar a manter distância da geladeira. A prática de exercícios físicos que exijam esforço físico, meditação e interação com animais, podem auxiliar positivamente no processo de autoconhecimento de atividades que lhe geram prazer.

Adote uma medida saudável em sua geladeira (Mais casas e menos embalagens)

Dentro desta realidade, necessitamos realizar um ajuste mental e físico.

Se acostumar a comer demais e esquecer as consequências negativas desse hábito só faz com que você engorde cada vez mais.

Para tentar combater esse costume, incorpore às suas refeições alimentos saudáveis e nutritivos, que garantem maior sensação de saciedade, ou seja, não deixam você com fome tão cedo. Também vale deixar a geladeira cheia dessas opções sadias e naturais aliadas da saúde. Dessa forma, cada vez que você for “assalta-la”, não encontrará alimentos gordurosos e sim saudáveis.

Mude o cardápio na TPM

O neurotransmissor serotonina é uma substância que desempenha importante papel no controle do comportamento alimentar. Com a ingestão de carboidratos, o corpo produz a substância e, quando os níveis de serotonina estão equilibrados, a sensação de saciedade é transmitida. A compulsão surge quando ocorre uma diminuição crítica do nível dessa substância. A gula que aparece na TPM também está relacionada à queda da serotonina, explica o nutrólogo, Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia. “Se o caso for extremo, deve ser associada medicação para ansiedade, prescrita por um médico”. Mas, se for um distúrbio mais leve, a alimentação pode ser uma grande aliada. Ele recomenda que, nesses períodos, sejam ingeridos com maior frequência alimentos ricos em vitamina B6, como a banana, o abacate, a semente de girassol; magnésio, presente em folhas verdes e legumes; e triptofano, encontrado nas castanhas, nozes e amêndoas.

Faça substituições inteligentes

O uso de massas integrais dá mais saciedade que alimentos feitos com farinha branca ou com muito açúcar. Isso se deve ao índice glicêmico. Alimentos com alto índice glicêmico (acima de 70) estimulam uma liberação muito grande de insulina. Já opções com baixo índice glicêmico, até 50, evitam a liberação de insulina. “A grande liberação de insulina dá uma saciedade temporária, mas, depois de um curto período de tempo, a fome volta ainda maior”. “Por isso, troque alimento de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico”. Exemplos: em de sorvete de massa, tome um picolé de frutas e use molho de tomates no lugar de molho branco.

 Faça, aos poucos, uma reeducação alimentar

O cérebro controla todos os nossos impulsos e estímulos. Ele produz substâncias chamadas neurotransmissores. Alguns desses neurotransmissores nos mantém atentos, acordados e em alerta. Outros nos ajudam a dormir, relaxar e manter a calma. Quando a estimulação e inibição estão nos níveis corretos, a pessoa não é lenta nem agitada – está na medida certa. Mas, se você come de forma errada, esse processo fica desequilibrado, pois o cérebro precisa de nutrientes para estimular esses neurotransmissores. Quanto mais desacertada a relação entre estimulação e inibição dos neurotransmissores, mais ansiedade é gerada, e, consequentemente, a compulsão alimentar aparece. Dietas ricas em serotonina evitam que a fome emocional apareça. Por isso, corte o mal pela raiz, mude sua alimentação já!